segunda-feira, 14 de março de 2011

Indecifrável vida a dois

Bom pessoal, posto pouca coisa de terceiros aqui, contudo, o texto abaixo é simplesmente genial e merece toda a atenção, o autor é desconhecido, o texto é brilhante, espero que se o dono do texto não se importe que ele seja publicado e tenho certeza que ele sabe da importancia do tema que escreveu e qual o impacto nos corações e mentes dos leitores. O que fazemos em vida ecoa para a enternidade... BOA LEITURA e REFLEXÃO a todos.





            Lembro-me perfeitamente dos dias inaugurais do meu namoro, que hoje já é findo. E se tornou findo porque se transformou em casamento, não porque se esvaiu o amor.
            Naquela época beijos, abraços e sussurros eram mais do que suficientes para que o tempo ancorasse em algum minuto qualquer. Nada mais importava a não ser a presença do, tão inefável, amor da adolescência.
            Os telefonemas incontáveis em um só dia, e de duração faraônica, que faziam acabar com a bateria do telefone sem fio em meio a uma conversa, sempre antes do fim. Aliás, fim esse que nunca chegava, o assunto não se esgotava.
            Eram cinco ou seis palavras, não mais, em um minuto, ou dois, espaçadas entre si com o tempo suficiente para que se pudesse ouvir a respiração do outro lado da linha.
            Ah o amor! A saudade, a imaturidade espelhada no sentimento de dois adolescentes. Imaturo em sua mais nobre pureza.
            Passou o tempo e com ele passou a ânsia dos afagos e dos suspiros, tornando a voracidade amorosa em um acalento um tanto quanto diplomático. Sem exageros, monotonamente comedido.
            E é quando se assentam os sentimentos sobre os alicerces da razão que vejo desandar aquele tão fomentado “querer-bem”.
            Os jantares a dois mais parecem reuniões, os telefonemas tornam-se indescritivelmente breves, quase que um engano. Nada mais do que o essencial.
            E o essencial nem sempre é suficiente. Diria eu que na maioria das vezes o essencial é pouco.
            Hoje, anos após o beijo trêmulo e a mão suada, já não se escolhe mais o vestido de noiva, a cor, o comprimento da cauda ou a amplitude da grinalda, nem mesmo a decoração da Igreja, ou a cor da casa, ou o nome dos filhos, aliás, quantos filhos serão? Um, dois, três, um time de futebol quem sabe.
            Quem sabe.
            Hoje o assunto é outro.
            Passada a magia encantadora do afair, da entrega de si para ti, e vice-versa, discute-se o regime de bens, o contrato a ser feito, a forma de partilha em uma eventual desavença.
            Sobrepôs-se o dinheiro ao amor.
            A materialidade ocupou o espaço destinado ao carinho, e com essa substituição a mediocridade fez das pessoas instrumentos de maldade e de friezas polares.
            Precaução.
            Essa é a palavra que escuto diuturnamente quanto a possível e não menos indecorosa justificativa utilizada pelos “contratantes” para se priorizar o contrato de convivência e a separação de bens à vida a dois.
            E, com todo o respeito que a situação exige, não me esguio de perguntar: Precaução de quê?
            De que viverá um amor baseado nas leis humanas, um amor com uma entrega não ao outro, mas uma entrega ao Código Civil?
            Sim, porque quem pactua o casamento não casa, mas sim, ocupa a posição de “parte” em um negócio jurídico.
            Entregar-se de cabeça e dar a cara à tapa já não é mais objetivo de ninguém. Arriscar-se pelo outro não justifica conduta alguma, afinal é preciso precaver-se. É preciso não arriscar-se em nome do dinheiro.
            Precaver-se de amar sem medida, de entregar-se de cabeça e mergulhar em algo que pode ser divino. Realmente verdadeiro.
            Preferem, hoje, os amantes, a ofensa à pessoa amada pela subjugação aos ditames do patrimônio do que pela fidelidade de um sentimento puro. Tão puro quanto se tornaram raros a confiança e o respeito.
            A vida a dois tornou-se indecifrável.
            Não por não poder ser explicada, mas por ter conotação diversa daquela de outros tempos.
            Indecifrável, porque o amor hoje deu lugar às cifras. Essa é a explicação mais plausível para tamanho despautério.
            Cinco anos de casamento não correspondem mais à concepção de presentes divinos representados pelos nossos filhos ou pelo crescimento pessoal e pela felicidade compartilhada mas correspondem à perda de um automóvel novo para a esposa, da necessidade de pagamento de uma pensão, à inenarrável divisão de milhares de reais existentes na conta conjunta.
            Sim, o amor tornou-se indecifrável uma vez que depende diretamente das cifras. Do dinheiro. Do capital acumulado. Da dor, que se representa muito maior por ter de repartir o dinheiro do que de ter perdido um amor pra vida toda.
            A sensibilidade foi substituída pela patologia do novo século. A inversão de valores que não mais valoriza o toque, e sim, valoriza o cheque.
            Os cartões de floriculturas substituídos pelos cartões internacionais. Visa, Mastercard, American Express. Fabuloso!
            Em vez de flores, envia-se a fatura do telefone fixo e da internet para que seja “rachada” a despesa! Nada mais justo! Afinal os dois usam! Os dois que consintam em dividir as despesas.
            E o coração? Onde fica? Que também vem sendo usado, aquecido e manipulado. Quem vai pagar a conta pelo seu desgaste?
            Ninguém considera isso.
            Aliás, é bom que nem considerem o coração importante, pois poderá brevemente se tornar alvo de alienação judicial e possível meação.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A revolta dos Deuses

Estranho enredo o mundo tem apresentado no teatro da vida
Ou será teatro dos sonhos? Será que a vida é real?
Ou uma encenação da vontade divina?
Perguntinha cretina, mas, recorrente na história da humanidade
E respondendo com sinceridade, lhes digo em verdade, que ninguém sabe a reposta
Mas a gente sempre faz apostas em teorias e boatos sempre comparando com fatos para entender a réplica da natureza para nossos atos
Será Poseidon que insurrecto com nossa conduta fez o mar revolto com tremores e gerou desamores no povo que vive e luta?
Será Apollo em conluio com Deméter, não felizes com nosso comportamento, acalorou o sol como um braseiro trazendo a seca para as colheitas?
Será Dionísio que afoito com a aceitação trouxe vinho de montão embriagando nosso povo  fazendo dele um povo incrédulo e acrítico que aceita o que é dito com a facilidade de um bêbado?
Será que Ares conversou com Hefaísto pra fazer uma sociedade? Com muito sucesso – pra nossa infelicidade – já que guerra, armas e fogo combinam com facilidade com os desejos, ganâncias e frivolidades de nossos governantes.
E assim por diante seguimos procurando respostas
Mas eu hoje faço uma aposta que vida é muito mais simples. Claro que há quem diga ao contrário, mas não sou temerário dessa cólera divina, pois, a própria vida ensina que toda ação tem resultado, ou mesmo Newton com seu pensamento provado, que aquilo que faço é somado com tudo na sociedade e a natureza em verdade responde como ela pode, como um espelho, reflete a imagem que eclode nos resultados, muitas vezes não esperados pela nossa própria desatenção e seguimos o nosso costume pagão de procurar o culpado como a melhor saída quando deveríamos mesmo é assumir nossa responsabilidade diante da própria vida.
Será que os Deuses estão contra a humanidade? Não acredito, verdade, que sua ira seja tamanha. Essa ira é da vida, mas, também não é ela que escolhe, não tem ousadia tanta, aqui na nossa terra querida a gente só colhe o que planta.

 Alexandre A. Zampiva
@alezampiva

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Virtual

Velhos amigos que eu nunca conheci
Esqueci e até reencontrei
Antigos amores e temores que somem no espaço
Por que no tempo é impossível de desaparecer, pelo menos eu acho
Parece brincadeira por vezes chorei por quem não conhecia
Por sentir suas angústias desejos e agonias
Nunca vi pessoalmente mas sentia sua presença no dia-dia
Mediunidade? Espiritismo? O que mais podemos chamar isso?
Nada! Apenas o nosso mundo virtual
Nada mais normal onde tudo é globalizado
Onde todo mundo passa ligado por uma tela e um teclado
Sentimentos inventados? Não, são os mesmos do passado
Apenas um jeito novo deles serem expressados
Em vez de conversas beijos e abraços
Tudo se resume a um belo texto digitado
E quem nunca teve um amigo virtual... que atire o primeiro teclado

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

A nossa história não terminou
Apenas começou pelo lado errado
Não vou discutir quem foi que errou
Águas que se passam ficam no passado
 Sei que você não quer voltar pra mim
Sei que você já não confia em mim
Mas larga de bobeira isso não leva a nada
Ta tudo bem eu reconheço que estava errada

Vê se dessa vez você acredita em mim
Passa uma borracha e apaga o passado
Risca essa mágoa do teu pensamento
Esquece de tudo e vem ficar ao meu lado

A nossa história não terminou
Vamos fazer o nosso recomeço
Guardar na memória o que de bom ficou
Apaga as coisas ruins e nossos tropeços
Sei que você não quer voltar pra mim
Sei que você já não confia em mim
Mas larga de bobeira isso não leva a nada
Ta tudo bem eu reconheço que estava errada

Vê se dessa vez você acredita em mim
Passa uma borracha e apaga o passado
Risca essa mágoa do teu pensamento
Esquece de tudo e vem ficar ao meu lado


Letra feita a pedido da grande amiga Solange Barroso...
 
Alexandre Zampiva
@AleZampiva

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Por Bendizer-te

Eu te Bem digo cada vez que cevo um mate
Cada vez que a noite bate no meu rancho solidão
Eu te bem digo quando a lagrima é sentida
Embaça as cores da vida e vem morrer no coração
Eu te bem digo no silencio desses campos
Quando a luz do teu encanto enfrenta os sonhos meus
Eu te bem digo por ser teu o meu apego
E se um dia achar sossego há de ser nos braços teus
Por Bem Dizer-te assim, Lábios da cor de carmim
Sabor dos nossos Mates Madrugueiros
Essa Dor que Dói em mim findará só com um sim
Da fina luz dos teus olhos luzeiros
Se te bem digo é porque sei o que digo
Tu és rancho paz e abrigo pra curar a minha dor
Se te bem digo, digo que tenho saudade
Por Que amo de verdade, meu desejo, minha flor
Se te bem digo é porque já senti teu cheiro
Nessas tardes de aguaceiro de encharcar até o olhar
Se te bem digo, digo que meu rancho espera
Que tu sejas primavera pra Florir o meu Lugar

Letra de Jairo Lambarí Fernadez

Coisas que escuto em silêncio pra apreciar palavra por palavra com a melodia suave desse interprete de voz tranquila tal qual suas escritas.

Sem tempo para escrever... deixo um belo texto aos amigos que gostam de visitar meu blog.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lucidez


Estar lúcido situação abstrusa quando se embriaga em desejos
É como observar o mundo através de água límpida
Que por pura que seja nos turva a real noção do outro lado
Assim nos encontramos ligados em um mundo conflitante
Onde a razão dominante se apóia em verdades
E os sentimentos em saudades loucuras e anseios
Desejos vontades a até paixões recolhidas
 Que misturados ao destino mostram o caminho da vida
Na percepção distorcida de se buscar felicidade
Não encontramos verdade nos revelamos em escolhas
Muitas com paciência outras em euforia
Desenhando a alegoria que vida traz por enredo
E que não guarda em segredo a equação do desígnio
Razão x Sentimento escolher é imprescindível
Mas se mostra sensível que a escolha não é perene
Pois a vida nos surpreende com questões reticentes
Uma escolha por fato este é o nosso legado
E por mais prorrogado que seja o tempo da opção
Da escolha a vida não abre mão não é dada alternativa
Para que a gente viva não sendo a bola da vez
Pedimos aos deuses ou até aos demônios
Que nos mostrem em sonhos a nossa melhor alternativa
Para que na derradeira assertiva se escolha com lucidez

Alexandre Zampiva @AleZampiva

Depois de um tempinho sem postar devido a problemas acadêmicos de final de semestre mais um texto.

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